Sayeda Rukaia: a menina de Karbala que tocou nossos corações

Por Motahareh Khaliloo, estudante do 2º ano do ensino médio

Sayeda Rukaia, filha do Imam Hussein (as), era só uma criança. Tinha cerca de 4 anos quando tudo aconteceu. Mas mesmo sendo tão pequena, sua história é uma das mais fortes e emocionantes que a gente conhece.

Ela cresceu em uma casa cheia de fé, carinho e verdade. Era muito apegada ao pai, ao ponto de não conseguir ficar longe dele. E aí, no dia de Ashura, em Karbala, tudo mudou. Ela viu o pai ir pra batalha, não entendeu por que tanta gente querida estava sendo levada, e de repente se viu cercada por dor, sede, medo e silêncio.

Depois da tragédia, ela foi feita prisioneira junto com as mulheres da família do Profeta. Foi levada de Karbala até Sham, sofrendo muito o caminho todo. Chegando lá, ficou presa, com saudade, fraca, cansada. Mas o que mais doía era não ver o pai. Dizem que uma noite ela chorou tanto querendo o Imam Hussein, que acabou sonhando com ele… e logo depois, seu coraçãozinho não aguentou mais. Ela faleceu ali, sozinha.

Mas mesmo tão pequena, Sayeda Rukaia deixou uma marca enorme no coração de todos nós. Ela representa a inocência ferida, a dor sem culpa, e o amor mais puro que existe. Quando lembramos dela, não é só tristeza — é também um chamado pra nunca esquecer o que aconteceu com a família do Profeta, e pra manter viva a luta pela justiça e pela verdade.

Ela não foi só uma simples menina da história. Ela é um exemplo, uma lembrança viva de que até os menores têm um lugar grande na história do Islã.

A história de Sayeda Rukaia não ficou no passado. Quando olhamos para o que está acontecendo hoje, como em lugares como a Palestina, vemos crianças passando por dores parecidas, vivendo guerras, perdendo suas famílias, sofrendo em silêncio. A dor da pequena Rukaia se repete no mundo moderno, e isso nos lembra da importância de nunca ficarmos indiferentes. Assim como ela foi símbolo de resistência e inocência ferida, tantas outras crianças hoje também precisam da nossa solidariedade, nossas orações e nossas ações.

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