- Imam Jafar ibn Mohammad Assadeq (A.S.) O sexto Imam dos Ahlul Bait (A.S.)
- A grande universidade islâmica
- Sua recomendação a Abdullah bin Jundab
- Sua recomendação a Abu Jafar Muhammad bin Na Numan Al Ahwal
- Sua mensagem a um grupo de seus seguidores e companheiros
- As joias dispersas do Imam Assadeq (A.S.)
- Palavras sobre a qualidade da aderência à linhagem do Profeta (S.A.A.S.), Monoteísmo, fé, Islam, descrença e o mal
- A qualidade da fé
- A qualidade do Islam
- A característica do abandono da fé
- Suas respostas sobre os gêneros de sustento das pessoas
- Sobre o comércio
- Sobre a locação
- Os gastos
- O que é lícito
- Seu tratado sobre os espólios de guerra e sobre a obrigação do Khums
- Sua discussão com os ascetas que instruíam o povo a não buscar o sustento
- Sobre a criação e a estrutura do homem
- Suas palavras de sabedoria
- Ditos do Imam Assadeq (A.S.)
A característica do abandono da fé
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A característica do abandono da fé
O abandono da fé ocorre quando uma das cinco coisas, as quais são todas similares e familiares, acontece. Essas cinco coisas são: a descrença, o politeísmo, o extravio, a imoralidade e a prática dos grandes pecados. A descrença é toda ação pela qual Allah é desobedecido devido à renúncia, negação, desprezo ou subestimação, quer seja uma ação insignificante ou importante. O praticante de tais ações é descrente e carrega a característica da descrença. Todos, não importando qual seja a religião ou seita, que cometem desobediência desses gêneros, são descrentes. O politeísmo é todo ato de desobediência que é cometido e adotado como crença, quer seja insignificante ́ ou não. O praticante de tal ato de desobediência é politeísta. O extravio é a ignorância das coisas obrigatórias. Representa a ignorância de um dos atos importantes de obediência, sem o qual a fé não se materializa, apesar da existência de provas e evidências. O que negligencia um ato desse gênero não nega a natureza obrigatória do ato nem adota a negação dessa obrigatoriedade como crença. Ele o negligencia por indolência, inadvertência ou interesse em outros assuntos. Ele está se desviando da senda da fé em razão da ignorância e da desorientação. Assim, merece o nome e o sentido do extravio enquanto a descrição apresentada se aplicar a ele. Se o praticante se inclinar a algum aspecto de desobediência preferencialmente devido a negação, ao menosprezo ou a negligência, será considerado um descrente. Se ele se inclinar a adoção de suas próprias interpretações, a imitação do exemplo, submissão ou aceitação das palavras dos antepassados como crença, então será considerado um politeísta. Um homem que segue um extravio raramente se livra da inclinação obstinada para possuir alguma das qualidades acima mencionadas. A imoralidade é todo grande ato de desobediência que é cometido por luxúria, cobiça ou desejo predominante.
O praticante de tais atos é considerado imoral e desvia-se do caminho da fé em razão de sua imoralidade. Será considerado descrente se persistir na prática dessa imoralidade até que se apresente na forma de negligência e descaso. A prática dos grandes pecados que anulam a fé é o envolvimento completo nos grandes atos de desobediência sem uma específica negação, adoção como crença, cobiça ou luxúria implicadas, mas somente por fanatismo ou ira que leva alguém a acusar, difamar, assassinar, se apoderar dos bens alheios, negar direitos ou cometer grandes pecados semelhantes que são perpetrados por razões diferentes do mero desejo. O perjúrio, a usura e pecados similares que não são motivados pela luxúria, como acontece no caso do consumo dos inebriantes, a fornicação ou a diversão proibida. O praticante desses grandes pecados viola sua fé e se afasta dela, uma vez que não é politeísta, descrente nem extraviado; merece a característica da ignorância se as descrições se aplicarem a ele. Caso se incline para as características que descrevemos, a qualidade do desvio será vinculada a ele.
