
Teerã, 16 de Maio de 2010.
O Líder da Revolução Islâmica, Ayatollah Sayyid Ali Khamenei, em uma conversa com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua delegação, elogiou o Brasil por adotar uma posição independente e razoável nas questões internacionais e disse, também, que a única solução para mudar as injustiças globais encontra-se na união de Estados Soberanos.
O Líder da Revolução disse que a República Islâmica dá as boas vindas a cooperações em assuntos bilatérias e internacionais com o Brasil.
O Ayatollah Khamenei disse que a diplomacia brasileira teve uma grande mudança comparada a do passado e que o Brasil é um grande e influente Estado nos assuntos latino-americanos e internacionais.
“O governo brasileiro adotou, nos últimos anos, uma posição independente que tem ido de encontro à americana.”, disse o Líder Iraniano.
O Ayatollah Khamenei elogiou o pedido do presidente brasileiro, pela manhã, por uma mudança na estrutura das Nações Unidas e que para mudas as atuais relações tirânicas globais, países soberanos devem se unir e cumprirem seu dever.
“As super potências estabeleceram uma ordem vertical para que o mundo seja liderado por uma delas. Esta ordem pode e deve mudar.”, disse o Líder Iraniano.
O Líder da Revolução Iraniana comentou que os poderes que dominam o mundo, Estados Unidos em particular, estão muito insatisfeitos com o aumento das relações entre Estados Soberanos no mundo e a crescente influência deles em assuntos internacionais. O Ayatollah Khamenei acrescentou que um exemplo claro do desgosto foi o estardalhaço feito pelas autoridades americanas acerca da visita oficial do Brasil ao Irã.
“Nós acreditamos que muitos países alinhados nos últimos dois séculos sob a política colonialista podem desempenhar um papel nesta mudança”, disse o Ayatollah Khamenei. Entretanto, acrescentou que qualquer envolvimento de tais países em assuntos importantes seriam tratados asperamente pelos americanos.
“Um exemplo de tal tratamento veio a tona na conduta dos E.U.A. com relação ao Irã durante os últimos trinta anos”, disse o Ayatollah Khamenei que acrescentou que a batalha, entretanto, seria ganha pela ala perseverante e do direito usurpado.
O Líder da Revolução afirmou que as superpotências não iriam cessar suas transgressões a menos que fossem forçados e acrescentou que o Irã ficou mais forte com a oposição aos E.U.A. nos últimos trinta anos.
“É certo que Deus ajudará aqueles que tem fé n’Ele e esforçam-se por objetivos nobres. Experimentamos o auxílio divino e acreditamos nele.”, disse o Ayatollah Khamenei que acrescentou: “Acreditamos no auxílio divino e na vontade da nação, também.”
O Ayatollah Khamenei apontou os consideráveis potenciais para o desenvolvimento de laços bilaterais entre Teerã e Brasília.
Em resposta o Presidente do Brasil expressou satisfação por estar em Teerã apontando que a promoção da cooperação comercial e política era o objetivo primordial de sua visita ao Irã.
Ele acrescentou que houve mudanças no mundo e que as Nações Unidas deveriam mudar, também.
O Presidente Lula disse que novos países como o Irã emergiram como peças chave no mundo e que os mesmos poderiam formar um bloco político e econômico.
“O Brasil acredita que o governo e a nação do Irã tem o direito de defender sua soberania e caminhar rumo ao desenvolvimento”, disse o Presidente Lula.
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